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Nutrição no Esporte Juvenil: Como Evitar os Riscos do Overtraining e Acertar na Energia

📅 20 de março de 2026 · ✍️ Dra. Camila França Kraemer
Nutrição no Esporte Juvenil: Como Evitar os Riscos do Overtraining e Acertar na Energia

A adolescência é um período de crescimento acelerado, desenvolvimento físico e, para muitos jovens, de descoberta e dedicação intensa ao esporte. Enquanto a atividade física é fundamental, a combinação de treinamento de alto rendimento com as demandas do crescimento exige uma atenção redobrada à nutrição. Neste contexto, a nutrologia esportiva surge como um pilar essencial para garantir saúde, performance e desenvolvimento seguro.

O Maior Risco: Overtraining + Nutrição Inadequada

Para o adolescente que treina intensamente, o maior perigo não está em um único fator, mas em uma combinação perigosa: o overtraining (excesso de treino sem descanso adequado) aliado a uma alimentação que não repõe o gasto energético. Essa dupla forma um cenário de balanço energético negativo crônico, onde o corpo gasta muito mais do que recebe.

As consequências são sérias e podem impactar o presente e o futuro do jovem atleta:

  • Comprometimento do crescimento e desenvolvimento;
  • Aumento significativo do risco de lesões (por fadiga muscular e déficit nutricional);
  • Fadiga extrema, queda no rendimento e síndrome de burnout esportivo.
  • A Dra. Camila França Kraemer, médica com atuação em nutrologia esportiva, alerta que muitos jovens, na busca por resultados, negligenciam o descanso e a comida, acreditando que "quanto mais, melhor". Na verdade, o equilíbrio é a chave. O corpo em crescimento precisa de combustível de qualidade e tempo para se recuperar e se fortalecer.

    Meninos e Meninas Precisam da Mesma Quantidade de Calorias?

    Esta é uma dúvida muito comum, e a resposta é: não. As necessidades energéticas totais variam entre os sexos, principalmente devido a diferenças na composição corporal (maior porcentagem de massa muscular nos meninos) e no metabolismo.

    Em média, para adolescentes atletas:

  • Meninos: necessitam entre 2.300 e 3.650 kcal por dia.
  • Meninas: necessitam entre 1.650 e 2.875 kcal por dia.
  • É crucial entender que esses números são faixas de referência. O valor exato para cada jovem depende de uma série de fatores individuais:

  • Idade e estágio de desenvolvimento puberal;
  • Composição corporal;
  • Tipo, volume, intensidade e frequência dos treinos (um nadador que treina 4 horas por dia tem necessidades diferentes de um jogador de vôlei que treina 2 horas).
  • Um plano alimentar genérico ou baseado em "dietas da moda" pode ser tão prejudicial quanto a falta de nutrição. A personalização é fundamental para cobrir as demandas de energia, macronutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras) e micronutrientes (vitaminas e minerais), que são vitais para a contração muscular, a produção de energia e a recuperação.

    Investir em uma nutrição adequada na juventude esportiva vai muito além de ganhar jogos ou bater recordes. É um investimento na saúde a longo prazo, na prevenção de lesões e na construção de uma relação positiva com a comida e com o próprio corpo. O esporte deve ser uma fonte de prazer e superação, não de exaustão e doença.

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    Dra. Camila França Kraemer Médica com atuação em Nutrologia Esportiva Atibaia, SP